Principais livros referidos na reunião do Clube de Leitura da Ror de Livros no dia 25 de janeiro:

- O que a chama iluminou, de Afonso Cruz (Beatriz Serra)

- Torto arado, de Itamar Vieira Junior (Ana Carolina)

- Manual para andar espantada por existir, de Patrícia Portela (Rita)

- No Castelo do Barba Azul, de George Steiner (Marcus)

- A sombra do vento, de Carlos Ruiz Zafón (Jorge Teixeira)

- Trilogia de Copenhaga, de Tove Ditlevsen (Juliana)

- Dois livros de contos do Padre Brown, de Chesterton (Isabel)

- O senhor d’Além, de Teresa Veiga, e Almas mortas, de Gogol (Paulo)

- Onde está a sabedoria?, de Harold Bloom (Jorge Pires)

- O vício dos livros II, de Afonso Cruz, O imperador de Portugal, de Selma Lagerlof; e O tímido e as mulheres, de Pepetela (Gilberto).

 

Para a próxima sessão, que será no dia 22 de fevereiro, foi sorteado o tema “Romance multimodal”. E o que é o romance multimodal? A Beatriz explicou o que é, mas não tirei apontamentos. Pelo que me sirvo da rede. Eu vou ao google por vocês.

“O romance multimodal é um género literário contemporâneo que combina texto escrito com elementos não verbais (imagens, gráficos, documentos, fotografias, layout) para construir a narrativa. Esta convergência de diferentes códigos semióticos é essencial para a interpretação da obra, transcendendo a materialidade verbal tradicional”. 

Houve um congresso sobre este tipo de romance na Universidade de Aveiro (clique, pf)

Pedi ao chatgpt exemplos de romances multimodais de autores portugueses e ele apontou estes, anda que referisse limitações na multimodalidade em todos eles:

- Uma viagem à Índia (2010), de Gonçalo M. Tavares

- A instalação do medo (2012), de Rui Zink

- o livro das ignorãças / a máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe

- O Escritor (1975), de Ana Haterly

- A Confissão de Lúcio (1914), de Mário Sá-Carneiro

- Photomaton & Vox (1979), de Heberto Helder

Porque pode ser difícil encontrar romances multimodais, sugeriu-se que pudéssemos antes ler um romance inovador na sua época, seja português ou internacional. O exemplo que veio logo à cabeça de alguns foi “Ulisses”, de James Joyce.

De qualquer forma, cada um pode partilhar sobre o que bem quiser. Não precisa de ser multimodal. Não precisa de ser inovador. Basta ter letras. Ou nem isso, se for um monomodal só com imagens😊.